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Praticamente uma veterana, apesar de novinha, Paloma foi abordada por um scouter e, assim, iniciou na carreira
de modelo. Fotos: Ciciro Back. |
Vida de modelo exige alguns sacrifícios, mas vale a pena
Pergunte para um menino brasileiro qual é seu sonho. Certamente, ele responderá que é ser jogador de futebol. Agora, se o mesmo questionamento for feito para uma garota, uma das principais respostas será: “Quero ser modelo!”. Sim, ser uma modelo, ou melhor, uma top model de sucesso é um sonho que atrai cada vez mais nossas meninas. Seja pelos exemplos das beldades nacionais que arrasam por passarelas e editoriais mundo afora ou pelo glamour que o mundo da moda transmite, o fato é que esta é uma das profissões mais cobiçadas por elas.
Mas, mesmo com tanta admiração, no entanto, poucas realmente sabem como é a rotina de uma modelo e quais são os passos que podem levá-las a serem contratadas por uma boa agência. Hoje, para conquistar um lugar ao sol, parte das interessadas corre atrás do próprio sonho, indo até agências e se inscrevendo para participar de testes, os castings. Já outras meninas dão mais sorte e são abordadas por olheiros das agências (scouter), que costumam frequentar shoppings, parques e outros locais públicos em busca de novos talentos.
E foi isso que aconteceu com a modelo Paloma Passos, que tem apenas 21 anos, mas já é uma veterana, atuando há quase quatro anos como modelo profissional. Ela conta que foi descoberta por acaso e que, depois de receber o cartão de um scouter, resolveu pesquisar e procurar a agência. “Ele me passou o cartão e me convidou para participar de uma convenção com várias agências de modelos. Eu aceitei e logo estava trabalhando em São Paulo”, lembra. Depois de três anos, saiu de lá direto para as passarelas de Nova York, nos Estados Unidos. “Desfilei para nove marcas renomadas, foi uma experiência única. E o melhor de tudo isso foi ser contratada por uma das melhores agências internacionais, que gerencia minha carreira fora do Brasil”, comemora.
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Sobre as mudanças em sua vida, Paloma diz que, se não fosse pela carreira de modelo, talvez não tivesse amadurecido tanto e de forma tão rápida. “Deixei Curitiba como uma menina normal, recém-saída do Ensino Médio. Fora de casa, tive que aprender a me virar, cozinhar, lavar minha própria roupa”. De férias forçadas no Brasil para tratar de um problema no joelho, Paloma, apesar das eventuais dificuldades, não pensa em mudar de carreira. “Ser modelo é incrível, você viaja, conhece pessoas e adquire uma visão de mundo diferente da sua”, defende. E, quando questionada sobre as maiores dificuldades da profissão, ela entrega: “É a saudade da família e dos amigos, é chegar do trabalho e não ter com quem conversar”.
New face
Seguindo os passos da colega, a modelo “new face” Marcela Jenichen, de 15 anos, espera ter as mesmas oportunidades, de viajar e trabalhar com grandes marcas mundiais. Marcela ainda está iniciando sua carreira, seu agenciamento foi feito na metade do ano passado após o booker da agência Mega Model Sul encontrá-la em um concurso de miss, desfilando com a bandeira de Campo Largo, sua cidade. E, de lá para cá, ela vem sendo preparada e acompanhada pela agência.
“Já fiz alguns trabalhos e participei de castings internacionais, para trabalhos no Japão e nos Estados Unidos. Meu sonho é ir para fora, trabalhar com marcas como a Chanel. Amo desfilar e principalmente fotografar. Espero que dê tudo certo”. E mesmo sonhando com os futuros trabalhos, Marcela mostra que tem os pés no chão. “Se não der certo tenho outro objetivos, como estudar para fazer uma faculdade”.
Primeiros passos
Para meninas que desejam ser uma modelo bem-sucedida, como Gisele Bündchen, Alessandra Ambrósio ou Isabeli Fontana, o booker Mega Model Sul Douglas Henning dá algumas orientações, que ajudam nos primeiros passos na profissão. “A primeira coisa que uma candidata a modelo deve fazer é buscar uma agência séria, com renome no mercado, e agendar uma visita. Nesse dia, ela não precisa ter nenhum book pronto, se necessário, nós indicamos os fotógrafos que farão o melhor trabalho com ela”.
Já na agência, os bookers avaliam a beleza e o perfil da menina, para ver se ela se encaixa no segmento fashion (passarela), que exige medidas como 1,73 metro de altura e 90 centímetros de quadril, ou na área comercial, que é mais flexível e oferece trabalhos para campanhas publicitárias em geral. Para aquelas que estão no perfil, é feito um contrato e, a partir daí, a agência se encarrega de todos os trabalhos que possam aparecer para a modelo.
“Nós cuidamos da imagem da modelo, direcionamos sua carreira, damos orientação para que ela tenha um corpo e um estilo de vida saudável e fazemos sua divulgação, apresentando elas para os possíveis clientes. Na agência, nós acompanhamos modelos desde os 13 anos de idade, dando suporte e preparando elas para os grandes trabalhos”, diz Henning.